quarta-feira, 15 de março de 2017

Fachin pode remover sigilo da Odebrecht e confirmar Cid entre 211 nomes sem foro privilegiado


O "listão" do procurador geral da República (PGR), Rodrigo Janot, acaba de ser entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pode mudar o cenário político no Ceará. Junto aos depoimentos dos 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht, Janot pediu a abertura de 83 processos no próprio STF - denunciados com foro privilegiado -  e o declínio de competência de outros 211 nomes  - sem foro privilegiado - para outras instâncias da Justiça.
O ex-governador Cid Gomes (PDT), citado na lista da Odebrecht como "O Falso", ao lado da soma de R$ 200 mil, deve constar entre os mais de 200 denunciados sem foro privilegiado. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, deve começar a analisar os processos assim que forem catalogados na secretaria judiciária do tribunal, o que pode levar de dois a três dias.
Fachin garantiu que irá analisar minuciosamente caso a caso enviado pela PGR, mas deve atender ao pedido de Janot pelo afastamento do sigilo sobre os processos, repassando à imprensa cerca de 500gb de material colhido na delação da Odebrecht. Será um forte golpe contra Cid Gomes, que deve ferir também a pré-candidatura do irmão, Ciro (PDT), à presidência em 2018.
O STF já requisitou HDs externos de 1tb aos veículos de imprensa interessados em ter acesso aos depoimentos da Odebrecht. Fachin deverá remorar o sigilo, mas ainda não se sabe se o ministro o fará antes ou depois de sua análise.