segunda-feira, 3 de abril de 2017

Na reta final, Acrísio ganha apoio na disputa pelo comando do PT


Há sete dias da eleição do novo diretório municipal do Partidos dos Trabalhadores de Fortaleza, o vereador Acrísio Sena ganha apoio da corrente ligada ao deputado federal José Airton Cirilo, que tinha o ex-vereador Dr. Vicente como candidato. O apoio será oficializado hoje, a partir das 9horas, na sede do partido.
“Ficamos muito felizes porque é mais uma das várias tendências do PT que vem engrossar o discurso da reconstrução do Partido em Fortaleza. Queremos retomar o diálogo com a militância e criar um palanque forte e plural para Lula em 2018”, celebrou Acrísio, acrescentando que o ato será prestigiado por diversas lideranças da sigla.

Entretanto, os petistas ainda não chegaram a um consenso em relação a postura diante do governo Roberto Cláudio. Pelo menos, é o que lideranças adiantaram ao jornal O Estado. O atual presidente municipal da sigla, deputado Elmano de Freitas, não acredita em racha pós-eleição. Contudo, defende a manutenção de oposição à RC e afirma alguns pontos já são consensuais, menos em relação a RC.
“Racha, acho que não vamos ter. Vamos ter, o que é normal no PT, uma disputa com posições diferenciadas. Temos um posicionamento fundamentalmente unitário de respeito a candidatura do presidente Lula. Há um esforço grande de iniciar a campanha do presidente Lula no Ceará, especialmente no caso do diretório municipal, em Fortaleza.
Também tem absoluta unidade organizar o partido e reforçar um trabalho de organização nos bairros e categorias, que isso seja elemento de partido mais forte na cidade. Mas, ainda não temos unidade a respeito a postura em relação ao governo municipal”, disse Elmano, que apoia a candidatura do ex-vereador Deodato Ramalho, que também defende a manutenção de oposição ao governo municipal.
Já Acrísio, que lançou sua candidatura na semana passada, discorda e defende independência e autonomia frente aos governos de Roberto Cláudio e Camilo Santana. Segundo ele, “isso credencia o partido e lhe dá autoridade para criticar ou apoiar políticas governamentais utilizando como critério o interesse público e o seu compromisso com a sociedade”. O mesmo considera que esse foi um dos principais problemas que o partido enfrentou nos últimos anos, quando passou a ser governo, inclusive em Fortaleza.
O candidato defende ainda um “pacto de unidade” para a reorganização do PT e formação de um forte palanque para Lula em 2018, em Fortaleza. “Nenhuma corrente política sozinha terá êxito na tarefa de reerguer o partido. É necessário criarmos um clima que permita o debate político sem sectarismo e sem maniqueísmo: o que menos nos interessa nesse momento é uma guerra interna. O PT, ao contrário do que pensam alguns, está mais vivo que nunca e precisa recompor sua militância para voltar a governar esse país e fazer as transformações sociais que o povo precisa”, salientou.