A pouco mais de três meses a
frente de pastas consideradas prioritárias do governo, os ministros
Gilberto Kassab (Cidade) e Cid Gomes (Educação) não conseguiram levar
adiante a missão de fortalecer a base aliada da presidente Dilma
Rousseff e sair das dependências do PMDB.
A aprovação na Câmara
da proposta que impede a fusão de partidos recém criados sepultou de vez
os planos de fundir o PL com o PSD. Além disso, as declarações do
ministro Cid Gomes, ao classificar os deputados como 'achacadores',
complicou ainda mais a situação.
Pra piorar ainda mais, Dilma
não consegue se entender com a cúpula do PMDB, principalmente após a
confirmação dos nomes de Renan Calheiros e Eduardo Cunha na lista de
políticos que serão investigados na Operação Lava Jato.
Por esses
e outros motivos, integrantes da articulação política, petistas ligados
ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, avaliam que é preciso
fortalecer e reequilibrar os espaços dos partidos aliados, e a única
forma seria realizando mudanças no Ministério.
Dilma já teria
recebido sugestões de substituir o ministro das Relações Institucionais,
Pepe Vargas, e dar mais espaço aos peemedebistas. A principal
alternativa seria retirar o PP do Ministério da Integração Nacional, já
que o partido é o mais afetado pelas investigações da Operação Lava
Jato, com 31 políticos respondendo inquéritos.
Peemedebistas como
o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (RN) e o senador
Eunício Oliveira (CE) já se movimentam para tentar comandar a pasta. Até
o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), gostaria de entregar o
ministério a um aliado.
*Com informações O Globo.

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