quinta-feira, 31 de julho de 2014

Nova rebelião na Cadeia Pública de Tauá mobiliza grande aparato policial

Uma revista nas celas da cadeia pública de Tauá, realizada na tarde desta quinta-feira (31) apreendeu celulares, carregadores, armas de fabricação artesanal, ferros de solda usado no concerto dos aparelhos, e outros artefatos. A revista foi feita por agentes prisionais, policiais militares da Força Tática de Apoio (FTA), COTAR, Pró-Cidadania, e contou também com a participação do Delegado regional de Polícia Civil de Tauá, Dr. Gregório.

O motivo de tal aparato foi o princípio de rebelião que mais uma vez foi desencadeado no interior da cadeia. Os distúrbios que se iniciaram na última terça-feira (29) prosseguiram durante toda a semana colocando em pé de guerra os detentos da Cela 01, com ocupantes do chamado celão, onde fica a maioria dos encarcerados. Na noite da segunda-feira (28) o detento Antônio Francisco Valério, foi violentamente agredido, por companheiros de cela que acreditavam que ele tinha sido preso pela prática de estupro, quando na realidade o detento foi preso por infração a Lei Maria da Penha, e por ter ateado fogo na residência onde morava ao lado de sua companheira causando danos materiais. Devido às agressões ocasionadas ao detento Valério, como medida disciplinar a direção do presídio cortou o banho de sol, e proibiu as visitas para os ocupantes do celão, o que gerou revolta dos detentos que se amotinaram e provocaram quebra-quebra na cadeia. 



O Motim só foi contido no início da tarde com a chegada do reforço policial comandado pelo capitão Caristiado, Sub-Comandante do 13º BPM de Tauá. Outra agressão voltou a acontecer na tarde da quarta-feira (30), desta vez contra o detento Francisco das Chagas Teixeira, 56, vulgo Gabiral, responsável pela cozinha da cadeia. Ele também foi agredido de forma violenta, sendo socorrido para o Hospital Dr. Alberto Feitosa Lima, em Tauá, onde ficou internado por algumas horas, depois de sofrer várias pancadas com objeto contundente, principalmente na cabeça. Todos esses fatos desencadearam uma revista minuciosa nas celas, e gerou mais uma vez a revolta no cárcere, onde diversos detentos passaram a realizar um novo quebra-quebra. Para conter tal situação e evitar uma fuga em massa, pois cadeados foram quebrados e portões danificados, os policiais tiveram que agir com rigor, disparando bombas de efeito moral, e balas de borracha. Por volta das 20h a situação estava mais uma vez contornada.

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