quarta-feira, 18 de junho de 2014

PSDB ainda indefinido para eleição

Deputado Raimundo Gomes de Matos é um dos que confirmam que o PSDB não tem definições e pode tanto fazer alianças quanto sair só
Enquanto o governador Cid Gomes mantém a indefinição sobre qual será o candidato do PROS ao Governo do Estado, a forma como o PSDB atuará no pleito deste ano também é outra incógnita. O presidente da legenda no Ceará, Luiz Pontes, afirmou que ele tem conversado com representantes do PMDB, PR e PSB, mas não revela com qual agremiação as negociações estão mais adiantadas. Até mesmo a tese de candidatura própria ainda é colocada como uma possibilidade pela sigla a menos de 15 dias para a convenção.
A única certeza em relação ao projeto que o PSDB tem para a disputa deste ano é a candidatura do senador Aécio Neves a presidente da República, segundo Pontes. "O restante será definido até 29 de junho, dia anterior à realização da nossa convenção. O mais importante agora é seguir um projeto com uma nova maneira de fazer política e, para isso, temos conversado com PSB, PR e PMDB", ressaltou.
Luiz Pontes evitou, porém, explicitar qual legenda saiu na frente desse processo de negociação. Das três citadas por ele, apenas o PR já sinalizou que tem autonomia para apoiar a candidatura de Aécio Neves. Em encontro realizado recentemente, o presidente de honra e pré-candidato ao Governo do Estado, Roberto Pessoa, chegou a afirmar já ter fechado a aliança com o PSDB.
O presidente do PSDB apontou que a conversa com Roberto Pessoa está adiantada, mas lembrou que as negociações com as demais legendas também continuam intensas. Luiz Pontes negou que a certeza de apoio do PR cearense ao Aécio Neves seja fundamental na formação de uma coligação. "Claro que é importante, mas tem apenas um peso razoável. Ainda estamos discutindo isso", limitou-se a dizer.
Liberdade
Já o deputado federal Raimundo Gomes de Matos defendeu haver outras formas de flexibilização que colocam os partidos no jogo das alianças. Ele lembrou que, caso o PSDB garanta uma vaga como vice na chapa do PMDB, um novo cenário pode surgir, obrigando uma discussão com a Executiva Nacional. "Se essa possibilidade vier a ocorrer, podemos ter um consenso entre os partidos. O fim da verticalização nos deu uma liberdade muito grande. No Maranhão, por exemplo, o vice do PCdoB é uma indicação do PSDB", comparou.
Raimundo Gomes de Matos destacou ainda que a tese da candidatura própria ao Governo do Estado não foi descartada. O parlamentar explicou que, se o ex-senador Tasso Jereissati for colocado como o vice da chapa de Aécio Neves, a ideia do PSDB lançar um nome do partido para o processo pode ganhar força. "Estamos analisando tudo isso para ver o que mais contribuir para candidatura do Aécio", esclareceu.
As alianças para a disputa pelos cargos proporcionais também são outra dúvida presente na cabeça dos que compõem o PSDB no Ceará. Matos explicou que, a princípio, a coligação que for formada para as eleições de deputado estadual e federal deve seguir a coerência nacional. O desejo do partido marchar sozinho no pleito é, entretanto, maioria entre os pré-candidatos.
O parlamentar lembrou que, em 2010, o PSDB não se aliou com nenhum outro partido e a ainda conseguiu fazer dois deputados federais. "Alguns partidos buscaram a gente, mas achamos que, no momento, não é conveniente fazer coligação. As alianças para as eleições proporcionais nem sempre são vantajosas", destacou.
O deputado citou que, na última eleição, o PSDB quase fez coligação com o PP e a aliança poderia ter impedido que o ex-tucano Manoel Salviano, atualmente no PSD, pudesse ser eleito. "Se estivéssemos na mesma coligação, Eugênio Rabelo teria sido eleito e o Manoel Salviano ficado como suplente. É por esse tipo de situação que a maioria tem prefere marchar sozinho na eleição proporcional", esclareceu o tucano.

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